Como funciona biobancos? Entenda agora na prática como pode te ajudar!

O trabalho de um laboratório, considerando etapas como coleta e análise das amostras, por exemplo, é extremamente importante para o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e outras formas de tratamento para diversas doenças e infecções. Dessa forma, faz-se necessária a existência de espaços de armazenamento e gerenciamento de todo o material analisado.

Esses arquivamentos podem ser encontradas na forma de biobancos e biorrepositórios, estruturas que conservam dados e amostras de material biológico, sangue, tecido, entre outros materiais biológicos.

As definições, diferenças e importância do biobanco e do biorrepositório para as atividades laboratoriais são os pontos principais deste artigo. Continue a leitura e fique por dentro!

 O que é e como funciona um biobanco e um biorrepositório?

Embora em alguns estudos sejam definidos como sinônimos, na prática, ambos se tratam de conceitos diferentes. A definição adotada por padrão no Brasil é a proposta pelo Ministério da Saúde, que segue as Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a instituição, um biobanco pode ser definido como um acervo de material biológico humano – que inclui também os dados relacionados a esse material – coletado, conservado e estruturado com o objetivo de ser utilizado em pesquisas feitas de acordo com regulamento e normas preestabelecidas, cuja responsabilidade e gerenciamento cabe à instituição que coordena o estudo.

Já o biorrepositório consiste em um arquivo, também de material biológico, organizado ao longo de um processo de pesquisa realizado conforme previsto em normas técnicas, operacionais e éticas e/ou regulamentos. Assim como no caso do biobanco, a responsabilidade também é da instituição, mas nesse caso, o gerenciamento é do pesquisador.

Nos dois bancos de dados, devem ser empregadas práticas que tenham como objetivo prevenir, reduzir ou eliminar riscos existentes no processo de pesquisa, de olho na promoção da saúde, no desenvolvimento sustentável, e nos bons resultados do estudo.

Como a regulamentação atua nesse processo?

Antes da existência de normas regulamentadoras do processo de pesquisa, profissionais e instituições realizavam seus estudos de maneira autônoma, o que dificultava o intercâmbio de informações e colocava em risco a qualidade do trabalho, uma vez que não existia um parâmetro a ser atendido.

Com a regulamentação, a pesquisa passou a contar com normas que padronizam todas as etapas de pesquisa, com requisitos que contemplam as atividades de coleta, utilização das amostras, finalidade da pesquisa e armazenamento do material, por exemplo.

Dessa forma, foi estabelecido que, em pesquisas que se utilizem de amostras acondicionadas nos dois tipos de armazenamento, a prioridade deve ser a entrega dos benefícios da pesquisa para a sociedade, uma vez que o estudo pode trazer resultados de interesse comum, especialmente no que diz respeito à saúde.

Outra determinação tem a ver com a negociação e distribuição do material. É proibido utilizar com fins comerciais e patentear o material biológico que esteja arquivado em biobancos e biorrepositórios. Além disso, deve ser registrado e formalizado o consentimento para a coleta, conservação e manipulação das amostras, por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

A partir do estabelecimento das normas a serem implementadas, além da promoção de melhorias para o estudo em si, as comunidades médica e científica também foram beneficiadas: a padronização contribuiu para impulsionar o desenvolvimento de tratamentos médicos e medicamentos, e também garantiu que os dados da pesquisa pudessem ser arquivados e acessados com mais eficiência.

Estamos vivendo a era do biobanco?

Com o tempo, tem crescido a quantidade de estudos envolvendo materiais biológicos acondicionados em biobancos e biorrepositórios, impulsionados em grande parte pelo desenvolvimento tecnológico e pela descoberta de novas patologias.

Esse crescimento impacta também na variedade de amostras arquivadas, o que gera diferentes demandas de armazenamento: materiais diversos requerem cuidados diversos, como temperaturas de conservação, tipos de equipamentos para coletas e manipulação, além de prazos de preservação, por exemplo.

A existência de um biobanco representa também um grande avanço no que diz respeito à manutenção dos dados para futuras pesquisas e trocas de informações com outras instituições, que podem acessar o acervo em busca de referências para os seus próprios estudos.

Além disso, com um grande acervo à disposição, instituições e profissionais podem usufruir de um grande repositório de dados, com informações diversificadas e de boa qualidade, podem aperfeiçoar suas competências técnicas e ampliar os trabalhos colaborativos com organizações nacionais e internacionais.

Existe alguma tecnologia capaz de gerenciar todas essas informações?

Com biobancos e biorrepositórios armazenando um volume cada vez maior de informações, ao mesmo tempo em que os dados se tornam cada vez mais complexos, surge a necessidade de um sistema que gerencie toda a base de dados de maneira eficiente e assertiva.

O software, que deve atender a toda essa variedade de materiais, precisa ser capaz de arquivar todas as informações relacionadas às amostras, ser modificado de acordo com as necessidades do usuário e manter um banco passível de ser analisado.

Nesse sentido, a Thermo Fisher oferece uma ferramenta completa e eficiente para o gerenciamento dos dados de materiais biológicos: o Sample Manager, um LIMS (Laboratory Information Management System) que promove a automação e gerenciamento das informações.

A proposta do Sample Manager, uma solução exclusiva da Interfusão, é aperfeiçoar a gestão dos dados de um laboratório, reduzindo o tempo investido em diversas atividades, como: localização e gerenciamento de amostras no biobanco, além de mitigar custos com mão de obra excedente, perdas de materiais, falta de gestão impressões e equipamentos. Com o software, atividades complexas tornam-se mais simples por meio da tecnologia.

É possível, com a ferramenta gerenciar amostras de maneira automática, realizar a análise de indicadores, controlar insumos e reagentes, corrigir automaticamente diversas atividades do processo de produção, controlar análises e atuar na preparação do laboratório para auditorias.

O Sample Manager funciona também como um facilitador na adequação da empresa à diversas normas e regulamentações, como a NBR ISO/IEC 17025. Outra funcionalidade interessante é a emissão de alertas predefinidos pelos usuários, que avisam o momento certo de adquirir insumos e de gerenciar a calibração de equipamentos.

O software é um excelente aliado na gestão dos dados armazenados em um biobanco, capaz de trazer mais eficiência e autonomia na tomada de decisões ao longo do processo. Deseja saber mais sobre tudo que o Sample Manager pode oferecer ao seu negócio? Entre em contato com a Interfusão e fique por dentro!

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