6 Boas Práticas para manter a qualidade dos produtos

Adotar as Boas Práticas de Fabricação em seu laboratório não é apenas uma questão de cumprir com a legislação, mas um requisito fundamental para garantir a total qualidade dos produtos, sejam eles alimentos, medicamentos ou qualquer outro item destinado à indústria ou consumidor final. Além de representar um impacto positivo nos aspectos que envolvem as propriedades dos produtos ao assegurar fundamentalmente a higiene, as BPF proporcionam uma metodologia de trabalho mais eficiente.  Essa particularidade colabora para a eficácia de todo o processo de produção, desde o recebimento da matéria-prima, gestão da cadeia produtiva, até a entrega do produto final.

Quais as principais boas práticas de fabricação que condizem com um alto nível de excelência para a produção do laboratório? Confira a seguir!

1. Higienização de equipamentos, móveis e utensílios

Esta boa prática está relacionada ao tipo de superfície a ser higienizada, às soluções para assepsia escolhidas e suas respectivas concentrações. Bem como à temperatura ideal para que tais substâncias ajam adequadamente e, finalmente, o tempo que elas devem permanecer no local a ser higienizado.

Tudo isso junto colabora de maneira essencial para a qualidade laboratorial. Todos os métodos empregados precisam estar descritos, além das demais informações aplicáveis.

2. Manutenção preventiva e calibração dos equipamentos

Essa é outra boa prática que influencia diretamente na qualidade do que estiver sendo produzido. Um equipamento que não está calibrado pode ser bastante comprometedor.

A falta de manutenção preventiva das máquinas pode afetar quaisquer mercadorias e de diversas formas. Com relação aos medicamentos, por exemplo, sua eficácia poderá ser afetada e quanto aos alimentos, o volume do produto na embalagem ficará impreciso.

3. Controle integrado de vetores e pragas urbanas

Os vetores e as pragas transmitem diversas doenças, podendo contaminar os produtos fabricados. As boas práticas contêm medidas de correção e prevenção que impedem que esses animais sejam atraídos para o laboratório e se proliferem no local.

Muitas vezes, pode ser necessário que este controle seja realizado com a aplicação de produtos químicos. Neste caso, a empresa deve manter no estabelecimento o comprovante da execução do serviço.

4. Higiene e saúde dos manipuladores

As Boas Práticas que tratam da higiene e saúde dos manipuladores deve ser do total conhecimento e controle dos profissionais que atuam no laboratório. É de fundamental importância que todos os técnicos e manipuladores estejam cientes que a falta de asseio e doenças contagiosas possuem alto potencial de contaminação dos produtos.

qualidade dos produtosDessa forma, isto também interfere na qualidade dos produtos. Por isso, devem ser detalhadas as etapas, a frequência e os princípios ativos utilizados na lavagem e antissepsia das mãos dos funcionários.

Ainda devem constar quais serão as medidas tomadas quando os manipuladores sofrerem lesões nas mãos. Também se apresentarem sintomas de doenças ou suspeita de quaisquer problemas de saúde que possam atingir a qualidade dos produtos. Ainda é necessário mensurar os exames que os analistas do laboratório que lidam diretamente com os produtos devem realizar e com qual periodicidades eles serão feitos.

Capacitação dos manipuladores

Além disso, um esquema para capacitação dos manipuladores em higiene deve estar devidamente descrito. Neste programa, deve estar estipulada a frequência de realização e a carga horária a qual os trabalhadores são submetidos.

5. Controle da potabilidade da água

É crucial que a água usada em todo processo de fabricação seja potável, sobretudo para produtos alimentícios e medicamentos. A potabilidade é exigida em todos os estados físicos em que a água se encontre: líquido, gasoso ou sólido.

O não cumprimento dessa exigência prejudica todas as fases da produção e compromete a qualidade dos produtos fabricados. Os reservatórios de água devem ser revestidos ou constituídos por materiais que não interfiram na qualidade da água.

Portanto é primordial assegurar que os reservatórios não possuem infiltrações, rachaduras ou descascamentos que provoquem vazamentos e, torna-se mandatório que este ambiente seja mantido em perfeito estado de higiene e conservação, além de estar sempre muito bem isolado (com tampas e lacres, se necessário). A higienização do local onde a água fica armazenada deve ser feita, pelo menos, semestralmente ou com a periodicidade que as matérias-primas e produtos exigirem.

A segurança da produção e do produto final deve ser gerenciada por meio de registros de todo manuseio e processos de higienização, e mantidos pelos responsáveis para eventuais averiguações e eventualidades.

6. Manuseio adequado do lixo e dos resíduos

Lixos e resíduos em geral não trazem apenas mau cheiro e aspecto desagradável, eles trazem doenças por serem potentes agentes contaminantes. Por isso, esses materiais devem tratados adequadamente.

Enquanto estão em uso, eles precisam ser mantidos fechados para não atraírem moscas e outros insetos, ainda que esses animais tenham difícil acesso a um laboratório. Também é aconselhável que o cesto de lixo contenha pedal para que o contato manual com a tampa não seja necessário. Porém, quando for preciso abrir a tampa com as mãos, lave-a imediatamente após o contato com o recipiente.

Outra recomendação fundamental é; nunca mantenha lixo acumulado de um dia para o outro no laboratório. Os odores podem ser transmitidos aos equipamentos, às bancadas e aos produtos e, além disso, certos vetores e pragas, como os ratos, podem ser atraídos para o local.

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